
Outro dia estava a lembrar de coisas do passado, me lembrei, por exemplo, de um lugar que eu gostava muito, muito mesmo...
Lembro-me de ficar a imaginar que um dia poderia chamar aquele lugar de “meu”, pois de certa forma ele era meu.
Lembro-me das arvores, o verde, o cheiro de mato.
Mas o tempo passou, fazendo esse lugar que eu tanto amei se tornar diferente, nem bom nem ruim apenas diferente. Quando percebi havia muitas pessoas naquele lugar, sendo assim nem ao menos poderia chama-lo de “especial”.
Foi quando percebi que mudanças acontecem sempre, e era isso que me assustava.
Afinal o passado vira lembranças ou ele pode se tornar um pseudo-futuro?
O que eu realmente vejo é que o passado está no fundo de uma caixinha preta no qual não podemos olhar o que está dentro, e sim apenas lembrar o que foi colocado lá.
Um passado pode ser como o vento, suave porem frio e disperso.
Quero voltar a ver aquele lugar como quando ele ainda era especial pra mim, talvez difícil, mas não impossível penso assim.
Mas não deixarei que meu passado se torne meu futuro não hoje.
Porque hoje eu reescrevo meu futuro, pensando em novos lugares especiais, sem medo de seguir em frente, e sem vontade de olhar pra trás.
Pois quem saiba eu olhe para o presente e pense que mudanças nem são tão assustadoras assim. Para o bem ou para o mal são apenas mudanças.